Live de Cida Pedrosa no projeto Cepe Passeando pelas páginas
março 16, 2021Por Moema Luna / Assessoria de Imprensa da CEPE
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Cida Pedrosa / Foto: Divulgação |
A partir desta terça-feira, a Cepe editora começará a venda de exemplares autografados pela autora, com tiragem limitada
A escritora Cida Pedrosa participa da live Passeando pelas páginas, nesta terça-feira, dia 16, às 18h, no canal da Cepe no YouTube. Durante o encontro a autora falará sobre a repercussão de Solo para vialejo, editado pela Cepe e eleito livro do ano por uma das mais prestigiadas entidades literárias do País, o Prêmio Jabuti. Neste bate-papo, Cida conversa com a prefaciadora do livro, Mariana Ianelli; e o editor do título, Wellington de Melo.
Mariana Ianelli / Foto: Divulgação
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Wellington de Melo / Foto: Divulgação |
Haverá uma tiragem limitada de exemplares do título Solo para vialejo autografados por Cida, que terá sua venda iniciada no dia da live, exclusivamente na loja online da Cepe (https://www.cepe.com.br/lojacepe/solo-para-vialejo-autografado). Mas o link só funcionará a partir da terça-feira.
Cida aproveitou a enorme repercussão da premiação para politizar o processo de conquista. “Coloquei o fato de ser mulher, nordestina, sertaneja e de ter sido a primeira mulher nordestina (no formato atual do prêmio, desde 2018) a levar o livro do ano, para discutir construções periféricas colonialistas”, diz. A poeta refere-se às relações de subalternidade do Brasil em relação à Europa, do ponto de vista cultural; sobre a região Nordeste em relação ao Sul e ao Sudeste, sobre o Sertão em relação ao Litoral e Bodocó a Recife, numa perspectiva de proximidade desse padrão.
“Coloco o dedo nessa ferida porque a gente tem que desconstruir essas subalternidades criadas por uma visão colonizadora da cultura, uma submissão territorial de fala, além da submissão relativa a gênero”, ressalta.
A autora também se diz orgulhosa de ter ganho o prêmio com o selo de uma editora pública como a Cepe, “que cumpre muito bem o seu papel”.
Ela ainda não consegue ter a clareza da repercussão do prêmio na vida de outras mulheres. Mas acredita que do ponto de vista simbólico não tem dúvida de que isso vai acontecer consequentemente.
Sobre a obra da autora Wellington de Melo destaca: “Cida tem um trabalho sólido, que já merecia ser lido há anos. Fico feliz com esse reconhecimento de Solo para vialejo, que permite a leitores em língua portuguesa, não apenas no Brasil, aproximar-se de uma poética de reinauguração da língua”.
SERVIÇO
Live: Passeando pelas páginas, com Cida Pedrosa, autora de Solo para Vialejo; Mariana Ianelli, prefaciadora; e Wellington de Melo, editor do título.
Quando: Dia 16 (terça-feira)
Horário: 18h
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